quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Um dia a maioria de nós irá se separar


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Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....
Um dia os nossos 
filhos  verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas
pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
- "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades....
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus 
amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
"Fernando Pessoa"

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Paraísos na Amazônia II(Marajó/Algodoal)



























WT

Paraísos na Amazônia

Agora em novembro/2012, aproveitando um período de férias, fui conhecer as ilhas de Marajó e de Algodoal no vizinho Pará. Devo dizer que todas as minhas expectativas foram preenchidas no que concerne às belezas desses verdadeiros redutos naturais amazônicos onde a contemplação, a interação com o ambiente e a paz percebidas são as verdadeiras atrações. 
Cheguei a Belém por volta das 09:30, como o navio para Marajó sairia apenas as 14:30, deixei minha mochila no guarda- volumes do terminal fluvial da cidade e fui passear pela zona do famoso mercado ver o peso onde se encontra de tudo que a amazônia oferece, desde iguarias como o açaí(inclusive o açaí branco, que eu não conhecia: uma delícia!), a bacaba, peixes os mais diversos, ervas para todos os fins. Um universo de cheiros, sabores e cores. Almocei por lá!
Na hora marcada o navio rumou no sentido de Salvaterra, para uma tranquila e bela viagem de três horas de duração pela baia do marajó de onde se vê a famosa ilha de Gotijuba(uma dia eu vou lá!). Ao chegar no porto, pega-se uma van com destino a Soure onde se chega após percorrer trinta e dois quilômetros de uma estrada em boas condições e atravessar numa balsa o caudaloso e profundo rio Paracauari. Fiquei numa pousadinha super simpática pertencente a um casal bem bacana, ele alemão, ela brasileira  Dos cinco hóspedes eu era o único brasileiro. 
Conheci a praia da barra velha, do pesqueiro, o farol, andei de búfalo, fiz trilha e comi muitos abricós, uma das minhas frutas preferidas que há anos não via(na pousada tinha vários abricozeiros). Marajó em suma é uma delícia!
Após a aventura marajoara, retornei a Belém onde pernoitei e segui rumo a outro paraíso: Algodoal. O ônibus sai da rodoviária as 09:00 e chega ao porto de Marudá as 12:30, como não tinha nenhum barco no momento, deu tempo de tomar uma deliciosa Cerpa draft(comercializada em toda parte por honestos R$ 3,00). Após uma travessia de quarenta minutos chega-se ao local paradisíaco onde não há automóveis nem motocicletas, o transporte é feito por rústicas charretes ou a pé. A luz elétrica chegou a poucos anos, as ruas são de areia solta e as pessoas são bastante receptivas.
Fiquei numa pousada à beira mar, na praia da caixa dágua de onde eu contemplei um dos pores de sol mais lindos que já vi na vida. A Ilha estava deserta, sem turistas, só eu e os nativos. Andei muito, conversei com pessoas simples, peguei sol, comi peixe assado que o pescador acabara de pescar. Música para viajar(Pink floyd), mais por de sol, mais praia(a praia da princesa é uma coisa!) e muita reflexão sobre tudo, inclusive nada.
Saí renovado desses lugares e com a certeza que voltarei.
Vejam algumas fotos.


























Washington Torreão